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terça-feira, 5 de maio de 2015

17 coisas que mudam para sempre quando você vive no exterior

Numa das minhas andanças pela Internet me deparei com este post que achei muito apropriado para a fase que estou vivendo...essa montanha-russa em que se transformou a minha vida. Eu não teria palavras para expressar tudo o que estou vivendo...mas esse texto consegue direitinho...Podem ler, mas não deixem de visitar o blog onde eu encontrei esse texto:  Welcome 2 the World



17 coisas que mudam para sempre quando você vive no exterior


1. A adrenalina nunca te abandona
Desde o momento em que você decide viajar para o exterior, sua vida se transforma numa montanha-russa de emoções… você, “vira e mexe”, se depara com uma situação na qual tem que improvisar, porque simplesmente não esperava, e toda essa aventura se transforma num grande processo de aprendizagem, que te ensina a como se sair bem quando se tem que improvisar. Os sentidos ficam mais apurados e você simplesmente erradica a palavra “rotina” do seu vocabulário para dar vez à palavra “adrenalina”. Novos lugares, novos costumes, novos objetivos, novas pessoas… a sensação de começar do zero, que teoricamente deveria te assustar, te estimula ainda mais!

2. Quando você volta, tudo segue igual


Quando você volta à sua casa para passar alguns dias ou uma temporada, você se surpreende pelo fato de tudo continuar a acontecer da mesma maneira. A sua vida passou a ter um ritmo muito frenético, acelerado, e você chega carregado de vivências e com uns dias de férias por viver, mas em casa tudo continua no mesmo ritmo de sempre. Seus familiares e amigos continuam fazendo os mesmos “malabarismos” com as obrigações cotidianas. E você simplesmente se dá conta de que a vida não tem limites para você, ela não para!


3. Te sobram, mas também te faltam, palavras…


Quando alguém te pergunta como tudo está caminhando, você demora a encontrar as palavras adequadas para descrever o momento pelo qual está passando. Sente que às vezes é preciso dar uma segurada na língua para não parecer pretensioso. Afinal, viver no exterior te proporciona experiências que talvez nem em 100 anos vivendo no seu país de origem você fosse capaz de experimentar.


4. Você percebe que a coragem está super valorizada


Muitas pessoas lhe dirão o quanto é valente, dirão que também gostariam de fazer o mesmo, mas que não são ousadas o bastante… mas você, que também teve medo em algum momento, sabe melhor do que ninguém que a valentia nunca constitui a maior parte das decisões. Talvez uns 10%. Os outros 90% se resumem à vontade. Tem vontade de fazer algo? Faça! Quando damos o primeiro passo descobrimos que já não há distinção entre valentes e covardes. Aconteça o que acontecer, existirá a disposição – ou a falta dela – de enfrentar o que vier.


5. E, de repente, você é mais livre!


É provável que você seja tão livre quanto antes, mas a sensação de liberdade, agora, é diferente. Você saiu da sua zona de conforto e fez com que tudo seguisse “funcionando” mesmo a muitos quilômetros de distância de casa, e isto faz com que você sinta que pode fazer qualquer coisa!


6. Você deixa de falar um idioma em concreto


Algumas vezes você simplesmente observa que te falta uma palavra em um idioma; outras vezes percebe que quer explicar algo mas só te vêm à cabeça palavras daquela língua que deveria estar desativada naquele momento… Você pensa na expressão perfeita, mas no idioma errado! Quando você convive com uma língua estrangeira, você aprende e desaprende ao mesmo tempo. Enquanto você interioriza referentes culturais da segunda língua, ou seja, os vocábulos e seus significados, se surpreende ao se pegar fazendo um esforço para ler em sua língua materna a fim de que ela não enferruje.


7. Aprende a se despedir… e a aproveitar!


Você logo se dá conta de que agora muitas coisas e pessoas são passageiras e que o valor da maioria das situações se torna muito relativo. Você aperfeiçoa o equilíbrio entre “criar laços” e “saber se despedir” de objetos, pessoas e recordações. Na verdade, vive numa luta eterna entre nostalgia e pragmatismo.


8. Você vive com tudo duplicado


Dois chips telefônicos (um deles repleto de telefones de todas as partes do mundo), dois cartões de bibliotecas distintas, duas contas bancárias, dois tipos de moeda que SEMPRE – e você não sabe como – acabam se misturando exatamente na hora que você tem que pagar algo…


9. Normal? Mas o que é ser normal?


Viver em outro país, assim como viajar, te ensina que “normal” significa social ou culturalmente aceito, de maneira que quando você se joga em outra cultura, em outra sociedade, o seu conceito de “normalidade” se desfaz. Você aprende que há outras formas de fazer a mesma coisa e depois de um tempo você também adota aquele costume que antes julgava impraticável. Essa experiência também permite que você se conheça melhor, pois você descobre aquilo em que realmente acredita e aquilo em que te ensinaram a acreditar.


10. Você passa a ser um turista na própria cidade


Aquela atração turística que você nunca havia visitado em seu país entra para a lista de lugares que você pretende visitar, isso pelo fato de você ter se tornado um expert da sua nova cidade e um turista na sua antiga, razão pela qual você sempre terá uma lista infinda para dar aos seus amigos sobre a sua cidade nova, enquanto esperará que te deem alguma quando for visitar a cidade velha.


11. Aprende a ser paciente e a pedir ajuda


Em outro país a tarefa mais simples pode se transformar num objetivo de vida. A burocracia, a busca pelas melhores palavras e expressões na hora de se comunicar, descobrir que ônibus pegar para chegar a determinado lugar… sempre haverá momentos de desespero, mas logo você adquire uma paciência que nunca teve e aceita pedir ajuda (no ônibus, na rua, a meros conhecidos). Você enxerga que fazê-lo não é apenas inevitável, mas o melhor a ser feito.


12. O tempo é medido em pequenos momentos


É como se você observasse da janela de um carro em movimento… o tempo então, à distância, parece passar lentamente. Já se você estivesse mais perto, os detalhes passariam de forma mais rápida, chegando até a causar vertigem. Quando se está distante, as notícias chegam mais lentamente, com um espaço de tempo entre elas… aniversários, pessoas que se vão, eventos em que não poderá estar presente, etc. Em contrapartida, no seu novo lar, o dia-a-dia é corrido. Assim, o conceito de “tempo” acaba por ser relativo e você simplesmente aprende a medi-lo em pequenos momentos, quer seja num papo através do Skype, com as pessoas queridas de sempre, ou numa conversa informal acompanhada de cerveja e novos amigos.


13. A nostalgia toma conta de você no momento mais inesperado


Uma comida, uma música, um cheiro… qualquer detalhe é suficiente para que, de repente, a nostalgia te domine. Você sente saudade de detalhes que nunca imaginou que pudesse sentir (levante a mão quem, fora do Brasil, nunca sonhou com um churrasco tipicamente brasileiro acompanhado da boa cerveja gelada!). Nesse momento você sente que daria tudo para poder se teletransportar, nem que fosse por um instante, para o lugar em que fosse possível matar essa saudade ou, pelo menos, para perto de alguém com quem pudesse compartilhar essa sensação mas que, sobretudo, fosse capaz de compreendê-lo(a).


14. Você sabe que não se trata de “onde”, senão de “como” e “quando”


No fundo você sabe que sente muita saudade não de um lugar, mas de uma estranha e mágica comunhão do lugar, com o momento e com as pessoas adequadas. Você sabe que naquele ano que viajou compartilhou a sua vida com pessoas especiais, que fizeram aquela experiência incrível e te deixaram muito feliz. Você tem consciência de que deixou um pedacinho de você em cada lugar em que viveu; sobretudo sabe que às vezes voltar a uma cidade para matar a saudade não é suficiente, pois o momento e as pessoas já não serão os mesmos.


15. Você muda


Você lerá frequentemente que há viagens que mudam a vida, mas descobre que apesar de todos os clichês, viver em outro país é o tipo de viagem que te proporcionará uma mudança profunda. Questionará as suas raízes, abalará as suas certezas e te fará avaliar os seus medos. Talvez você não acredite enquanto não passar por isso nem se dê conta durante a sua viagem, mas algum dia verá com uma clareza estonteante a sua evolução. Você terá cicatrizes, mas serão sinais de vida, de que você amadureceu.


16. A sua casa cabe em uma mala


A partir do momento que a sua vida couber em uma mala (se a sua companhia permitir, com sorte, em duas malas), aquilo que você entendia como “lar” simplesmente se desfaz. Quase tudo que você pode tocar com as mãos passa a ser substituível; não importa para onde você viaje, sempre acumulará roupa nova, novos livros, novos potes… mas chegará o dia em que a sua nova cidade simplesmente invadirá seu coração de maneira a fazê-lo(a) sentir-se em casa. E é aí que você descobre que é o seu lar que te acompanha. Quem fica para trás são as ruas que serviam de cenário para a sua vida. O seu “doce lar” agora se traduz pelos novos objetos que decoram o seu novo apartamento, mas que um dia também serão abandonados sem apego se um dia decidir que chegou a hora de morar em outro país. O seu verdadeiro lar, na realidade, é feito de recordações, de conversas à distância com familiares e amigos, de algumas fotografias…Home is where your heart is. (“Doce lar” é onde está o seu coração).


17. E não há forma de voltar atrás


Depois desse tipo de experiência você aprende o que significa renunciar a comodidade, começar do zero e se encantar diariamente. E o mundo é tão grande… como é possível renunciar a possibilidade de seguir descobrindo cada canto do nosso globo?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Zona de Conforto


Eu vi este vídeo ano passado....e fiquei maravilhada com ele...eu nem entendia muito de inglês (não que agora eu super entenda) mas consegui entender melhor o que foi dito, mas não se preocupem o vídeo tem legenda.

O mais bacana do vídeo é a mensagem que ele transmite...a mensagem de que nós podemos e devemos sair da nossa zona de conforto e irmos atrás de nossos sonhos.

Gosto muito deste vídeo...assistam!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Faço minhas as suas palavras

Sobre derrotas e "Exótico Hotel Marigold"

"mais um dia na luta. mais um dia perdi a luta.
perdi e cansada deitei. cansada acordei: será que nunca será diferente?
e cansada passei o dia.
lamentei.
mas ao reconhecer a derrota.
uma leveza doce me liberta o peito: buscar outro rumo.
e continuar tentando não ser invisível, não ser a mesma solidão imutável.

*****

Escrevi isso hoje, mais cedo. Quando depois acordar meio chorosa, meio derrotada, meio cansada das tentativas cotidianas de me relacionar com o mundo e especialmente, os homens, fracassei. E fui me dedicar as coisas que são mais importantes na prática, porque tem muito trabalho para fazer, não pode ficar na cama lamentando tudo aquilo que não foi. E lá pelas tantas, um contentamento no fracasso. Um contentamento leve de "fracassei, vamos partir pra outro rumo". E fiquei leve e pronta para ser social de novo.

No cinema, com as amigas, assistir !Exótico Hotel Marigold" e agradeci pelo privilégio de viver, de ter amigos, de ir ao cinema. De todos os dias levantar e dar o melhor de mim. Continuar tentando. E sou jovem, tão jovem...porque acho que estou na reta final e que minhas chances estão se esgotando. Porque passo o tempo inteiro sentindo que estou envelhecendo e que nunca me olhou de verdade, não tenho mais chances de ser vista. Tenho tantas chances. A vida abunda até o fim. E todos os dias temos chances novas de fazermos diferente, de transformarmos a nós mesmos e quem anda em volta. E envelhecer não é para se entristecer, é a tônica e pode ser nutrida de leveza, alegria e especial sabedoria, maturidade. E não se perde a capacidade de amar. E que eu possa vivê-la. E o jogo não termina antes do fim. E sim, ainda não fui vista. Mas tenho fé de que amanhã terei uma nova chance. E que seja doce.

Retirado do Blog: Eu sou Amélie Poulain ...visitem p blog...vale a pena!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Espero um dia ter a mesma consciência

"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar... Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia, descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima e, sim, deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, o amor é uma filosofia de vida. Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos existem parar tornar-se realidade. E, desde aquele dia, já não durmo para descansar. Simplesmente durmo para sonhar." 

*Retirado do Blog Ela é Americana...da América do Sul

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Viajar é preciso

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
(Amyr Klink)

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Faço minhas as tuas palavras

Ninguém morre de amor

Quando o amor vai embora, dói.
Dói pra caramba. Só quem já sofreu de amor sabe que é uma dor física. É tão amarga e cortante que parece fazer sangrar a pele e não só a alma.
Mas passa. Sempre passa. Não é um conselho, porque na hora das lágrimas, conselhos não fazem efeito. É apenas uma constatação mesmo.
Para alguns leva semanas. Outros se declaram curados depois de alguns meses. E ainda tem aqueles que passam anos tentando entender por que foram abandonados.
Para os que nunca se curaram eu explico: não é culpa do amor, é culpa sua! Porque o amor não foi feito para amargurar a vida. Ele foi feito para ensinar, para ser parte da evolução.
Às vezes a evolução pode ser não confiar mais no outro. Não acreditar mais no sentimento puro e simples. Construir uma muralha que impede a entrega e consequentemente a dor.
Mas e aí, no pain, no gain, certo?
Por isso eu acho que a verdadeira lição do coração quebrado demora um pouco a chegar. Pelo menos para mim demorou.
A lição não está na quebra da confiança, no abandono ou nos erros cometidos em relações passadas. A lição está na cura. Na recuperação.
Quando você percebe que está bem novamente, se dá conta do quão forte ficou.
Essa sensação ensina que se você superou uma vez, pode superar outra e outra e outra e quantas forem necessárias…
Porque amor é isso mesmo. Você perde ou você ganha, mas tem que jogar para saber.
Medo de me machucar outra vez? Não, não tenho. Agora eu sei que se a dor vier, ela não mata.
Dura o tempo que tiver durar, até que outro amor tome seu lugar…
*******
Lindo texto retirado do blog Diwali. Não deixem de visitar o blog.

Eu adoro encontrar textos na internet que refletem tudo o que sinto e penso...que dizem coisas que eu gostaria de saber expressar...e esse texto é um deles. Muito lindo e adequado ao meu momento.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Compartilhando coisa boa

Postei dois textos de Mônica El Bayeh ...lindos textos que traduzem muito do que estou vivendo, vivi e penso. Leiam e reflitam também. Às vezes a gente nem percebe, não sabe, não tem coragem...

Já virei fã...

* Mônica El Bayeh, carioca, é psicóloga. Leia seus outros textos aqui e conheça seu blog pessoal.

Vida, me empurre quando eu travar

Quando passou pelo portão, as ideias passaram todas juntas também.  Numa revoada barulhenta. Ideias querendo dar sua opinião.
Lembrou de quando recebeu a notícia de que ia ter que se transferir.  Perdeu o chão.  Como assim?  Tinha direitos, não tinha?  Não.  Na verdade, alguns direitos só existem quando são de interesse de quem está no poder.  Aprendeu essa também.
A vida toda estruturada.  Estava ali porque era mais cômodo, mais perto.  Feliz?  Com certeza não.  Jamais seria feliz ali.  Mas o desconhecido assusta. E mudar às vezes dói tanto…  E se fosse pior?  E se fosse mais longe?  E se não gostasse tanto?
Foi tratada como lixo, um traste jogado fora.  Um enfeite que, agora, mudado o estilo da decoração, não agradava mais.  Depois de tantos anos e toda dedicação.  Se sentia desrespeitada.  Sentiu não. Foi mesmo – e muito.  Na impossibilidade do momento, decidiu:  não lutaria contra.  Ia se deixar levar. Iria ao sabor do vento, como folha solta no ar.  Alguém, em algum lugar, com algum nome,  haveria de protegê-la.  Confiou.
Lembrou da Alice no País das Maravilhas perguntando:
- Gato, onde é a saída?
- A saída depende de onde você quer ir.
Para onde ela queria ir?  Para onde fosse bem tratada, só isso.  Só desejava ser bem tratada.  Ali, nunca havia sido.  E, vamos combinar, ser bem tratada é o mínimo de dignidade que se pode esperar de qualquer tipo de relação, seja ela qual for.
Mudou.  Como forma de complementar o horário, foi parar em dois lugares diferentes.  Ambos muito bons.  Adorou.  Tem sido sim, muito bem tratada e está feliz.  Reestruturou a vida.  Se livrou de um peso, quase um encosto.  Sua vida não se arrasta mais.  Agora sua vida voa.
Eis que, por ironia da vida, ela teve que voltar lá para uma reunião.  Naquele instante, parada em frente ao antigo portão, reviu toda situação.  A vida é assim mesmo, irônica, debochada, um prato cheio de sarcasmo.  Apronta cenas mais escrachadas do que novela mexicana.  Situações que a gente olharia com reservas e acharia forçação de barra. A vida faz dessas com a gente.  E, provavelmente, se diverte assistindo a cada capítulo.  Somos sua novela mexicana.  Há que se ter bom humor com ela também.  Não há outra saída possível para manter um nível razoável de saúde mental.
Naquele retorno, encontrou amigos antigos, queridos.  Ouviu as mesmas queixas de antes.  Queixas que haviam sido suas também.  A oportunidade se abriu para todos, muitos foram.  Mesmo assustados, meio perdidos, desamparados, aceitaram o desafio e se lançaram no vácuo, sem garantias.  Muitos não foram.  Cada um com seus motivos.  Não estava ali para julgar.  Ela tinha ido.  Esse era seu alívio.
Pensou em como estaria, se não tivesse mudado.  Se, por medo do desconhecido, tivesse permanecido estagnada, como antes.
A vida é um tipo de trem.  Chega na pressa, desembarca uns e embarca outros.  Não anuncia o destino abertamente.  Você entra sabendo que é por sua conta e risco.  A outra opção é ficar na plataforma vendo a vida passar, na triste postura de dar adeus aos que vão.  E depois voltar para casa.  Retornando para o mais do mesmo.
Talvez a vida abra uns portais, eventualmente.  E convide – vem? – desafiando, instigando, pagando para ver a capacidade de cada um.  Então aguarda por certo tempo para que se tenha coragem de pular, se jogar.  Se a gente resolver investir e embarcar, ela cobre a aposta e vai junto ao infinito – e além.
Se a gente fica na retranca, empaca, desiste, o portal se esfumaça e se desfaz.  Aquela saída se fecha.  Até uma próxima oportunidade… Ou não. Quem sabe?
A vida é jogo de aposta.  Não se sabe o fim.  Nem onde vai dar, nem os resultados de cada rodada.  Viver é pular no escuro.  Planejamentos, contas, mapas, tabelas, roteiros, tudo pode ajudar e até dar certo. Apenas pode.  Então, a gente para, pensa, programa.  Mas, na hora do vamos ver, é ir ou ficar, sabendo do risco.
De qualquer forma, sempre é preciso apostar em alguma coisa.  Ficar de fora já é uma opção de aposta.  Não esboçar atitude já é uma atitude.  Quando você se omite e não faz a escolha já está fazendo sua escolha. À deriva, mal feito, mas está.  Quando chega a sua vez da rodada, é a sua vez de agir. Vai jogar ou passar?
A vida se diverte assim e dá preferência às boas parcerias.  Joga bem com quem aposta nela.  Gosta de quem acredita que pode, e tenta ir em frente.  Esses são, em geral, os melhores jogadores.  Não que eles sejam privilegiados pela vida, que dela recebam mais vantagens ou coisa que o valha.  Ao contrário, esses são os que, verdadeiramente, tratam a vida como prioridade.  Essa é toda diferença.
Andei de tirolesa uma única vez.  Nem preciso mais.  Meus filhos adoram, vão repetidas vezes.  Acho ótimo.  Medrosa que sou, para mim uma vez está de bom tamanho.
Fui sem pressão externa, queria experimentar.  Mas, depois de toda paramentada com os equipamentos de segurança, travei.  Olhava para baixo e pensava: por quê?  Porque me meti nisso?  Avisei ao recreador que tinha desistido, não ia mais.  Ele me olhou meio de saco cheio.  Apontou para uma fila enorme atrás de mim.  E me informou que agora, não havia essa alternativa.  Pular dali eu não ia mesmo.  Ainda travada, pedi então, que ele me empurrasse.  Ele me empurrou de bom grado.  Acho que até com certo prazer.  Naquela altura do campeonato, faria qualquer coisa para se livrar de mim.  Lá fui eu, pendurada, voando até o outro lado.  Posso dizer que, se não fosse o medo tanto, aquilo poderia ter sido ótimo.
Assim passa a vida por nós.  Provocando, desequilibrando, instigando, sugerindo e rindo.  E nós seguimos como equilibristas amadores que somos.  Ela empurra, a gente faz que cai, mas não cai.  Às vezes, faz que cai e cai mesmo, se estabacando no chão.  Levanta meio doído, começa de novo.  Faz parte.  Tem que ser assim.  Triste é ficar só na arquibancada, espectador da própria vida.
Um ano novo começa.  Planos, sonhos, estamos cheios de bons propósitos.  Como nova partida do jogo.  Novas apostas!  A esperança de que agora vai!  Ano novo, todas as fichas na mesa.
Tempo de recomeçar?  Sim, mas temos que saber que o tempo de recomeçar, na verdade, é cada instante.  Porque vida é susto, é perder o prumo, perder o norte e sempre, a cada minuto. E recomeçar.
A vida é a minha tirolesa.  Esse é meu pedido para ela nesse ano que inicia: vida, me empurre!  Não desista de mim, nem me feche a porta!  Você me conhece, sabe que sou de medos.  Então, por favor, vida, me empurre quando eu travar!

* Mônica El Bayeh, carioca, é psicóloga. Leia aqui outros textos da autora e conheça seu blog pessoal.

Não basta falar eu te amo, precisa agir eu te amo

Ele sabia que não tinha razão. Perigava perder a moça.  Pensou rápido, sacou um Eu te amo, atirou na direção dela. Deu certo!  Inimigo atingido em cheio! Vencida pela emoção, meio tonta pela surpresa, ela se rendeu. Primeiro round: moça na lona, moço 10!
Ele se valia disso, sempre dava certo, nunca falhou. Quer dizer, dava certo por algum tempo. Depois, com a repetição dos sumiços, das pisadas na bola, ia perdendo a força.  Os Eu te amo, em confronto com suas atitudes, o pouco investimento, a falta de atenção, já não colavam mais. Ele falava Eu te amo. Mas não agia Eu te amo, não havia amor no que fazia. Amor é olhar brilhando, atenção, interesse, estar por perto do jeito que puder. Isso é amor, entre outras coisas - e nenhuma delas vinha do rapaz.
Ele  fazia um estilo ioiô. No impulso que dava para se aproximar, já pegava o embalo para o caminho de volta. Era um perto/longe constante, desesperador para a outra parte.
A moça, já chateada, tinha dado um ultimato. Ele, ameaçado, blefou. Poker face, jogador profissional. Amava mesmo? Jamais saberemos. Nem vem muito ao caso. Porque mais importante do que se enredar nesse emaranhado de emoções ambíguas é pensar se vale a pena essa relação montanha-russa, esse amor de altos e baixos.
Para a moça, no início, valia cada segundo perto. Mas, o vácuo que vinha a seguir, a ausência injustificada, as desculpas ocas que se seguiam e a dor do abandono jogavam tudo por água a baixo. Não compensava. Aquele barco estava fazendo água, ia afundar. Questão de tempo, uma tragédia anunciada.
Impossível dar seguimento à vida quando se vive num mar revolto. Consome toda a energia, o pensamento dissipa, a vida cansa. Ela também percebia que estava e não estava em todo o resto. Porque a dúvida e a ruminação mental não dão trégua. O tumulto interno da insegurança come por dentro, a frustração faz tremer a alma. Será que valia mesmo a pena?
Não valia. Pelo menos para ela, depois de muitas tentativas, já não valia mais. Porque ela tinha uma vida inteira de tarefas e afetos começando a engarrafar, precisava desviar o foco, tomar decisões, dar seguimento às suas coisas. Nenhuma vida deveria ser restrita às idas e vindas de um amor.  Era preciso ir além do ele sumiu /ele voltou.
Percebia que aquela relação, que ela nem sabia exatamente o que era, não ia bem. Tinha medos. Medo de dispensar o rapaz e se arrepender. E se aquela fosse realmente A vez em que iria dar certo? E se ele tivesse mesmo mudado? Será que era ela que exigia demais? Se voltou é porque tinha sentido sua falta. Então, gostava, não gostava? E assim passavam as horas, a moça e as horas da vida da moça.
Ela tinha sonhos, muitos e coloridos. Tentava encaixar o rapaz neles. Ele ficava como o sapato de cristal no pé das irmãs da Cinderela. Meio sonho apertado na frente, meio sonho descoberto atrás.
Pensava em tomar uma decisão. Mas, na hora H, o medo olhava no fundo dos seus olhos, de dentro para fora, e ela paralisava insegura.  Medo interrompe o caminho, embota o raciocínio, embaça a visão. Medos espreitam no escuro da mente, envenenam a calma. O medo infecta a alma como um vírus faz com o computador. De repente, tudo perde o comando, não obedece mais.  Você não consegue mudar de página. Suas teorias apagam. Conhecimentos, que poderiam ser fundamentais para o momento, somem. Você perde dados e experiências anteriormente adquiridas a duras penas.
Medos são venenos que compramos para nós mesmos. Lemos a bula, compreendemos as contraindicações e, em vez de jogar o frasco fora, aumentamos a dosagem, e tomamos religiosamente. Porque me amarro com meu medo, em vez de me soltar e correr? Porque me enveneno de temores, em vez de rumar para a liberdade e a paz?
Não era o rapaz que prendia a moça. Ele mentia, inventava, fazia curvas para fugir de explicações? Sim. Mas quem prendia a moça era a própria moça que, livre para dizer não e partir, permanecia na ratoeira. Tinha a chave, mas não destrancava a porta da prisão.
O coração avisa, a gente cisma em não escutar. A intuição aponta, a gente vira o rosto. Temos sirenes internas e ignoramos o risco de desabamento.
É preciso reagir. Interromper as doses de veneno, pensar diferente, ousar, se permitir uma chance, um novo movimento e ir além.  A vida pede coragem. Exige que se escolha o melhor possível, que não se acomode com o que maltrata, destrata ou é ruim. O que dói, o que machuca, não é amor.
Tomara que, quando o rapaz voltar, pela milésima vez, ela não esteja mais lá. Num lampejo de coragem, tenha desfeito as amarras, levantado âncora e zarpado em busca de novos mares. Esse seria um final mais feliz.
* Mônica El Bayeh, carioca, é psicóloga. Leia seus outros textos aqui e conheça seu blog pessoal.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Falando comigo mesma...

"Eu estou aqui, vivo a vida com seus desafios. Eu não sou coitada e nem vítima dessa situação. Eu solto e assumo minha coragem! Assumo minha vontade de ir e a necessidade de elevar meu astral. Eu me alegro por falar o que quero. Por expressar meus sentimentos como são. Sim, eu posso me manter tranquila, deixando que as pessoas cuidem de seus problemas e assumindo os meus. Eu posso me manter tranquila não esperando nada de ninguém. Porque decido ter humor e não levar as coisas exageradamente a sério. Eu posso agir seriamente e sorrir sempre. Posso rir e jogar fora mágoas, tristezas e desilusões. Hum, que bom jogar fora as desilusões… Mais do que tudo isso, me aceito. Sou assim. Tenho uma série de defeitos e fraquezas. Mas é o que sou, é o jeito que eu sei fazer. Quero estar bem comigo. Os outros não fazem por mim. Eu me viro e vivo bem. Aconteça o que acontecer, eu me viro e vou arriscar."
Retirado do Bolg: Universo Natural

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Trans-Forma-Ação


A tentativa de mudar algo em nós deve ser feita apenas a partir da aceitação do estado presente, no espírito de autodescoberta, exploração e experimentação.
Primeiro aceitamos o nosso estado: eu viveria assim para sempre!
Em seguida, repousamos na aceitação. Sem necessidade de fazer nada a respeito.
Da aceitação plena, ocorre uma regeneração e dela emerge a inspiração de explorar outros estados.
Pela curiosidade da experimentação, novas posturas são adotadas, novas atitudes são tomadas e a mente se dirige em outra direção.
Resultado: Transformação!
 

Fernanda Alcantara - Psicóloga EmagreSer Integral
 Retirado do Blog: EmagreSer Integral

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Aquece coração

“Obrigada, querida, por ter vindo, por ter enfrentado o desconhecido, por ter sido capaz, por ter chorado de medo e mesmo assim não ter recuado, por ter se permitido emocionar tantas vezes com tantas miudezas, pela intensidade com que viveu cada nova experiência, por me fazer sentir o orgulho que sinto de você agora. Continue. Não pare. Não se perca. Amor, B.”
Texto retirado do blog: Amor Crônico

Lendo o trecho acima (não deixem de conferir o texto na íntegra no blog Amor Crônico) fiquei pensando em como eu tenho me tratado e tratado as pessoas ao meu redor...

Eu penso que tudo na vida é uma fase...e eu ando numa fase bem 'atacada'...tudo que tenho pensado está saindo da minha boca sem passar pelo filtro do bom senso...daí vocês podem bem imaginar como tem sido os meus dias.

Tenho andado sem paciência...tenho perdido a calma e dito coisas que não tinham a necessidade de serem ditas (ou não). Tenho brigado com as pessoas próximas. Minha amiga me disse hoje que está com medo de falar alguma coisa para mim e levar uma patada. Pode isso?

É...no fundo acho que o meu senso de conduta para melhor convivência em sociedade anda descalibrado...eu ando a ponto de estourar com alguém a cada momento, ando sentindo isso...e não gosto nem um pouco.

E o que o trecho do post tem a ver com isso?

Quando eu li eu percebi o quanto de carinho está faltando nos meus dias...o quanto eu tenho sido dura comigo e consequentemente com todos a meu redor...e olha, Brasil...eu tenho sido muito dura e crítica comigo mesma.

Eu me emocionei com essas palavras, sabe...e estou sentindo falta de me tratar bem...ultimamente tenho me tratado de idiota para baixo...mas estou sentindo falta de me amar incondicionalmente, ser mais amorosa, ter paciência comigo, me dizer palavras de incentivo e gratidão.

Amor próprio...é disso que estou falando...não orgulho próprio, o que é diferente...amor próprio...se gostar, se entender, aproveitar as coisas boas da vida, abrir o coração, se dar uma chance, acreditar em sonhos, acreditar nas pessoas, acreditar na vida.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Lindo texto...

ANTONIO PRATA
Recordação
'Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?'

"Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado", ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: "Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado".

Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: "Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás... Fazer o que, né? Se Deus quis assim...".

Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um "Sinto muito". "Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela." "Cê não tem nenhuma?" "Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?" "Isso."

"Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar." "E aí?!" "Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: Entra'. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação'."

Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. "Olha a data aí no cantinho, embaixo." "1º de junho de 1988?" "Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?"
Texto retirado do blog: Meu emagrecimento ...confiram!
Minha fotinho da vida real: foto retirada no meu quarto no começo do ano...meu cabelo ainda estava curto e eu precisava retocar a progressiva...estava contente, tinha voltado da praia e estava dando um jeito no meu guarda-roupa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Selumano

Bem legal este texto que eu retirei do Blog Eu, tu Lias...bacana porque hoje a gente está deixando de ser humano...não podemos ter frustrações, ficar triste, perder...não podemos deixar de usar maquiagem...engordar...emagrecer...

Para falar a vedade eu acredito que esteja todo mundo perdido, não vendo sentido em nada (pelo menos eu estou me sentindo assim)...


Limpinho, fofinho e bonitinho

Alô? Alguém viu algum humano por aí? Daqueles com nervos, defeitos e que fazem xixi no mato?

Não sei se é um fenômeno localizado ou se o vírus da exigência se espalhou descontroladamente. Algo me diz que estamos vivendo o auge de de uma febre yuppie intelectual passiva. As pessoas não tomam mais vinho de garrafão; espumante? Nem pensar, ou é prosseco ou melhor água mesmo – não da torneira, claro. Até a velha e boa pinguinha tem que ter grife ou pedigree. A exigência é tanta que se espalha até pelos sanitários: ui, acabei de ofender os toaletes. Banheiros, então... datou. Se não for lustroso, perfumado e com sabonete líquido, não serve. Parece que foi outro dia que as pessoas agachavam ali no matinho e pronto! Mas agora não! O carro tem que ter ar-condicionado, o aplicativo tem que ser baixado em sua última versão, as mulheres têm que ser esculpidas e barriga chega a ser ofensa.

A exigência é progressiva e viciante. Nada está bom, nunca. Antes fossem apenas os chefes os seres picados por esse mosquitinho, mas hoje tem marido, amigo, vizinho e até estagiário fazendo cara de nojinho pra você. Foto com celular e não é Hipstamatic? Hello? A fila anda! As vezes parecemos um bando de gente torcendo o nariz para a coxinha no almoço sem nos darmos conta de que estamos na rodoviária! Todo mundo é fino, limpo, equilibrado e aspirante a conde.

Depois as pessoas não sabem por que brigam no trânsito. Por algum lugar tem que sair a humanidade que há em nós. Ainda bem que na intimidade todo mundo sente o cheiro do seu próprio peido.

Retirado do Blog: Eu tu Lias

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Corinthians - Campeão da Libertadores 2012


Eu não tenho palavras para definir o que estou sentindo...fiquei muito feliz, um título mais que merecido!!!! Um título conquistado por uma equipe completamente comprometida com seu objetivo. Todos estão de parabéns, principalmente o Tite, que comandou a equipe com garra, ética e competência. Um título para se guardar na memória e nunca mais esquecer...Aqui é Corinthians!!!!


Corinthians 2×0 Boca Juniors


Finalmente o Corinthians conquistou a Libertadores. O fez de maneira exemplar.

Superou Vasco, Santos e Boca Juniors, três adversários muito difíceis, no mata-mata e terminou o torneio invicto.

Apenas uma vez esteve na iminência de ser eliminado. Foi quando Diego Souza tremeu diante do Pacaembu lotado e do goleiro Cássio.

Vários fatores explicam a merecida conquista.

A força coletiva, humildade e experiência de alguns atletas, o inteligente esquema tático montado por Tite, as boas alterações que fez durante as partidas, o desempenho de todos os titulares, além de Romarinho, foram importantes.

Destaco alguns personagens no título.

Começo pelo inteligente, dedicado e ótimo Danilo, autor de gols fundamentais ao longo da competição e do passe para Emerson no lance mais importante do confronto do Pacaembu.

Ressalto também a participação do Sheik, que escreveu seu nome na história ao balançar as redes duas vezes contra o Boca. Havia feito o golaço diante do Peixe na semifinal.

Paulinho, volante que sempre jogou bem, não teve altos e baixos, se desdobrou na marcação e criação, além de ter sido herói na classificação contra o Vasco, a mais complicada na campanha vitoriosa e histórica.

Ralf e Castan merecem aplausos porque foram os melhores do forte sistema defensivo.

Romarinho, pelo gol na Bombonera, também jamais será esquecido.

Parabenizo os atletas, comissão técnica e dirigentes do Sport Club Corinthians Paulista por conseguirem lidar com a a pressão de ter que ganhar a Libertadores.

E, obviamente, dou os parabéns aos torcedores corintianos pela conquista mais importante da história do clube.

Boa festa! O dia de vocês!


*CONFIRAM O BLOG DESSES DOIS, VALE MUITO A PENA!*

***Texto escrito por Vitor Birne, do Blog do Birne.
**Charge de Gustavo Duarte, Blog do Gustavo Duarte .

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ter ou não ter namorado


TER OU NÃO TER NAMORADO
Artur da Távola


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.

Namorado é a mais difícil das conquistas.

Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.

Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado é quem não tem amor, é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.

Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira – d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem gosta sem curtir, quem curte sem aprofundar.

Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações, quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.

Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.

ENLOU-CRESÇA.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Para eu NUNCA MAIS ESQUECER


Por diversas vezes na vida, passamos por dúvidas e o nosso coração sozinho não consegue resolver ou decifrar essas dúvidas ( mas Deus sempre envia um Anjo). Então vou compartilhar um texto com vocês que recebi de um anjo amigo ontem, e que me fez sentir e perceber que eu estou sendo um " mendigo de afeto"...fazendo com que eu enxergasse o quanto sou preciosa para desperdiçar certas emoções desnecessárias. A ajuda vem de onde menos se espera....! (Fernanda V)

MENDIGOS DO AFETO

Os mendigos de afeto estão pelas ruas,

e andam tão carentes do pão do amor,

que se entregam a paixões duvidosas,

entregam coração e alma na mão de quem souber oferecer,

palavras doces, abraços afetuosos e elogios,

mesmo que sejam mentiras, mas que sejam mentiras adocicadas.

Como quem tem sede no deserto, aceitam beber de qualquer água,

e vêem coisas que só eles mesmo vêem,

verdadeiras miragens que enganam os olhos e o coração.


Os mendigos de afeto não conseguem enxergar além da emoção,

e vão aceitando relacionamentos cada vez mais estranhos,

aceitando migalhas do banquete,

restos de amor que caem pelo chão,

aceitam desculpas esfarrapadas,

violência gratuita,

humilhações, trapaças,

enganos e desenganos,

e sofrem, mas se confortam com o pouco...


Até que a dor se torna tão forte, que acordam,

saem do relacionamento de esmola e se trancam,

juram nunca mais entregarem-se ao amor,

que pensam ter vivido,

quando na verdade, nem o conheceram,

recolheram apenas as sobras de afeto,

que aceitaram pela "fome" de atenção.


Mesmo o mais miserável dos mendigos merece respeito,

e muitas pessoas não andam se respeitando,

aceitando qualquer moeda, qualquer palavra falsa,

desde que preencha o buraco enorme que alimentam na alma,

buraco da solidão, da falta de auto-estima,

falta de crenças verdadeiras, de objetivos na vida.


Preencha-se primeiro!

Busque um encontro verdadeiro com o seu "eu",

descubra o que realmente lhe faz feliz,

para que alguém possa se aproximar e ao invés de migalhas,

possa lhe oferecer um jantar com luz de velas e música,

um banquete completo, com tudo o que você sempre sonhou,

do tamanho exagerado da felicidade que você merece,

apenas completando o que você já tem de sobra: amor!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Preciso de um tempo


"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses".
(Rubem Alves)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sobre amor e outras coisas

Eu retirei este texto do blog Sobre amor e outras coisas...e vou postar aqui para refletir....porque eu também quero estar com uma pessoa que me ame de verdade, pelo que sou...só por isso.

Eu juro que queria que pelo menos minha história de amor tivesse um final diferente das outras que já tive na vida, mas infelizmente vai pelo mesmo caminho. Na minha cabeça ela teria tudo pra ser perfeita, mas na prática, ela já começou totalmente errada. E a culpa disso tudo é minha. Mas se eu não pude mudar o começo, eu posso pelo menos mudar o fim. Ou decidir que o fim é agora, já, nesse momento em que você lê essas linhas, antes que eu me arrebente de vez e não dê nem pra juntar os caquinhos. Não vou ficar falando dos meus sentimentos, o que eu quero é só dizer os motivos pelo quais eu tô caindo fora.

Minhas decisões são meio loucas, de improviso... de repente, tô ali ouvindo uma música que me faz pensar na vida e a letra me encaminha a tomar uma decisão. Preciso de colo, de amor, de carinho, de compreensão, companheirismo, proteção, amizade... Enfim, preciso de um namorado, ou pelo menos alguém que possa me oferecer isso sem que tenha que dividir esses sentimentos com outra além de mim. Alguém pra chamar de meu, alguém com quem dividir minhas alegrias e tristezas, com quem possa rir e até chorar, alguém pra andar de mãos dadas, pra ir ao cinema, pra tomar sorvete, pra viajar juntos, pra jogar conversa fora, pra ficar comigo debaixo da coberta vendo filme e comendo pipoca, alguém pra me declarar sem medo ou timidez, pra fazer loucuras com e por ele, até mesmo para brigar e fazer as pazes depois... alguém pra dividir tudo, até escova de dente se for preciso! Uma pessoa com quem possa trocar confidências e intimidades, com quem possa dormir agarradinha e acordar sabendo que ele vai ta ali, que ele é meu e vai dizer que me ama sem se sentir pressionado a nada.

Pra quê me contentar com pouco se eu posso e mereço ter muito mais?! Chega! Curtição é bom, mas cansa, enjoa. E eu abusei de estar solteira, de só ficar, ficar, ficar... Quero um porto seguro, alguém com quem possa fazer planos, que queira estar ao meu lado e seguir comigo numa mesma direção. Não falo de casamento, até porque não penso nisso agora, quero somente alguém que queira viver uma história de amor, daquelas bem tórridas, de fazer inveja a muita gente, tal qual a muitas que vêm me causando inveja ultimamente. E que mesmo que não dê certo, que seja infinita enquanto dure, que possa acabar sem mágoas ou ressentimentos, com mais um amigo conquistado.

Eu não quero ser descartável, dessas que você beija a noite toda e no fim da festa, é cada um pro seu lado. Se for pra ser assim, que seja apenas uma vez, por vontade minha e só minha. Porque ficar várias vezes com a mesma pessoa, sabendo que vai ser sempre assim, que não mudará... Não dá! Tenho o meu valor e quero que as pessoas vejam isso, pois sei que posso ser uma namorada legal, sem excessos, como já fui muitas vezes. Mas sei que pra isso tenho que mudar algumas coisas. Pensei no que poderia começar a mudar e vi que em primeiro lugar, seria parar de procurar. Ficar com um cara achando que ele vai ser meu príncipe encantado é ilusão. Só me deixa triste ao ver que não é nada do que busquei e ainda perco meu tempo. Em segundo lugar, eliminar os exs completamente da minha vida. Mandá-los à PQP cada vez que qualquer um deles vier à minha procura com aquele mesmo papinho de que sentiu saudades e resolveu me ligar. Foda-se. Ex bom, é ex morto... Em terceiro lugar, procurar dar mais atenção a quem realmente esteve ao meu lado e eu nunca “vi” ou dei valor. Talvez sejam essas pessoas que mereçam o meu carinho, minha atenção, minhas noites sem sono... e porque não dizer, o meu amor?!

Chega! Cansei de me iludir. Quero mais é amar e principalmente SER AMADA! Quero alguém que tenha atitude, que saiba o que quer da vida, que desça de cima do muro e não fique adiando uma coisa que não dá mais pra ser adiada. Sei que por aí deve ter alguém querendo a mesma coisa que eu. O tempo será meu aliado e se encarregará de fazer o resto. Eu tenho toda a calma e tempo do mundo para esperar. Já busquei demais, agora quero ser encontrada!